Racismo: conversando com as crianças - Meu nome é Johni

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Racismo: conversando com as crianças

Racismo: conversando com as crianças

Desde a primeira infância, a família costuma demonstrar a preocupação com suas crianças, para que elas não passem por situações constrangedoras, como bulling, racismo e/ou preconceitos de qualquer espécie.

Mas, como falar disso com os (as) pequenos (as)?

Alguns estudos mostram que o momento ideal para se conversar sobre isso com as crianças é quando elas mesmas começarem a perguntar, já que é comum elas questionarem quando algo as incomodam, e nesse momento, é que a família deve dialogar com elas numa linguagem em que compreendam.

A principal informação que deve ser transmitida aos (as) filhos (as) é que não há nada de errado com eles (as) e que o erro fica por conta de quem os (as)  discriminou. Usar de artifícios como histórias, livros, desenhos na hora da explicação pode ajudar as crianças a entenderem  melhor.

Porém, quando os (as) filhos (as) não fazem quaisquer perguntas, é importante que a família fique atenta aos sinais, como demonstração de desconforto e angústia. Distúrbios do sono,  ansiedade, falta de apetite, ou falta de vontade de ir à escola, pode ser indício de que algo está errado. O Bulling não é algo que deva ser aceito com naturalidade, e por isso, se as crianças demonstrarem esses sinais, é preciso perguntar a elas sobre algum incidente, mesmo que de forma clara e direta, dessa forma, pode-se abrir um espaço para diálogo em que falem também abertamente sobre o que pode estar acontecendo, mas tudo sem forçar, claro! Se perceber que ela não se abre de jeito nenhum, é hora de buscar ajuda com um especialista.

 

Responsabilidade da família

Atitudes preconceituosas ainda são uma constante em nossa sociedade e deixar esses problemas longe das crianças está distante de acontecer. Por isso, a participação efetiva da família na formação dessas crianças é essencial para o desenvolvimento de uma sociedade igualitária, para que não sejam perpetuadores (as)  de atitudes preconceituosas e/ou discriminatórias.

Sabemos que essa luta é incansável, e precisa ser travada diariamente. Profissionais de Psicologia costumam incentivar os familiares a adotarem momentos de conversas genéricas, falando sobre temas como Bulling, preconceito e/ou discriminação e aproveitando situações corriqueiras para explorar estes assuntos como forma das crianças exercitarem a prática do respeito às diferenças

 

Começa na escola, continua em casa  

A escola ainda se constitui no principal meio de convivência com a diversidade, já que a maior pluralidade que encontramos quando somos crianças e adolescentes, é no ambiente educacional. Porém, se alguma criança dá apelido à outra, por exemplo, ou trata o (a) colega de forma discriminatória naquele ambiente, é função da escola interferir. Uma prática que deve ser comum nesses casos é a professora chamar a criança que ofendeu a  outra e explicar que ninguém é igual, e que ela não iria gostar de ser apontada pelos (as) amigos (as), seja qual for o motivo. A partir disso, estabelecer um diálogo com a turma sobre a questão da diversidade, procurando envolver a família.

22/04/2019 | Fonte: Revista Crescer | Autor: Colaborador(a)

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