E o racismo ? “Qualquer semelhança pode ser mera coincidência - Meu nome é Johni

Meu nome é Johni
MENU
E o racismo ? “Qualquer semelhança pode ser mera coincidência

E o racismo ? “Qualquer semelhança pode ser mera coincidência

ONG registra quase 900 ataques racistas nos 10 dias seguintes à vitória de Donald Trump

Richard Cohen, presidente do Southern Poverty Law Center, apresenta o relatório em Washington / Foto: Win Mcnamee – AFP – El País

Uma coalizão de organizações pede ao presidente eleito que tome medidas para acabar com o assédio

Suásticas nazistas nos banheiros das universidades, fontes “só para brancos”, cânticos de “construamos o muro” no refeitório da escola e mensagens na caixa de correio pedindo a um casal de lésbicas que “saiam do bairro” são alguns dos quase 900 ataques registrados pelo Southern Poverty Law Center (SPLC) nos dez dias seguintes à vitória de Donald Trump nas eleições. Richard Cohen, diretor executivo dessa organização especializada em documentar crimes de ódio nos Estados Unidos, pediu nesta terça-feira ao presidente eleito que condene os incidentes documentados – desde assédio verbal, mensagens e pichações de ódio até agressões físicas– e adote medidas específica para “fechar as feridas”.

O relatório Dez Dias Depois, apresentado nesta terça-feira pelo SPLC, documenta 867 incidentes ocorridos imediatamente depois da vitória de Trump, incluindo aquele em que vários escolares obrigaram colegas afro-americanos a se sentar no final do ônibus – como se fazia durante os anos de segregação racial–, pichações de “só brancos” ou “Nação Trump” em uma igreja frequentada por imigrantes e o ataque a um homem homossexual depois de ser arrastado para fora de seu veículo enquanto o agressor gritava “o presidente diz que agora podemos matar todos os bichas”.

A mesma organização também documentou depoimentos de mais de 10.000 professores de todo o país que mostram a ansiedade e o medo que sentem tanto docentes como alunos pelo aumento de incidentes nos quais se usaram suásticas, foram mencionados termos racistas contra jovens afro-americanos e pronunciadas saudações nazistas. Em 25% dos eventos os professores escutaram um aluno invocar o nome de Trump. Um total de 90% dos docentes afirma que o ambiente escolar foi afetado negativamente e 80% reconhece que os estudantes estão preocupados com o impacto das eleições em suas vidas e nas de suas famílias.

Essa é a mesma preocupação detectada pelo National Council of la Raza, a maior organização hispânica dos Estados Unidos; “Recebemos testemunhos de crianças que estão pensando em tirar a própria vida”, afirmou sua presidenta. Janet Murguía. “Têm medo do que vai acontecer com elas e suas famílias enquanto estiverem na escola”. Murguía destacou que 95% dos estudantes latinos menores de 18 anos nasceram nos EUA e que não acredita que o presidente eleito “entenda que há crianças dependendo de todas e cada uma das palavras que pronuncia, que há pessoas afetadas diretamente pelo que faz”.

(…)

O chamado destas organizações ao presidente eleito para que vá além de condenar os ataques racistas está respaldado pela assinatura de 675.000 norte-americanos que firmaram uma petição solicitando a Trump que se distancie das posições extremistas dos nacionalistas brancos e retire a nomeação de Stephen Bannon para assessor na Casa Branca.

Fonte: El País

Qualquer semelhança pode ser mera coincidência

As circunstâncias narradas na matéria sobre os 10 dias depois da eleição do Trump, lembra obviamente a obra os “10 dias que abalaram o mundo.” Sendo que nesta última foram apenas 10 dias, enquanto no caso do recém presidente eleito isto é só o começo. Grupos extremistas como o dos neonazistas  parecem identificarem-se com o posicionamento radical do presidente eleito no que se refere a sua postura contrária a manifestações contrárias a ideias racistas, homofóbicas  e xenofóbicas, só para citar algumas. No Brasil este reflexo pode ser notado em figuras como Bolsonaro que deve estar a sentir-se representado, ao ver o seu reflexo no discurso do presidente eleito. Aqui no Brasil, numa postura extremamente colonizada, os nossos deputados defendem a escola sem partido como se isto fosse solucionar as adesões dos jovens aos protestos e quem sabe num possível biocote as novas eleições. A questão é que, somos um país em que ainda reina a admiração por tudo de venha de fora, principalmente em se tratando dos vizinhos do norte. A questão toda é que, apesar da nossa mídia ainda ser bastante limitada e até perversa na abordagem das notícias (diga-se de passagem aquelas que lhe interessam) , ainda assim podemos ficar um pouco tranquilos ao saber que as pessoas estão mais consciente e consequentemente mais exigentes. Fiquemos de olho !

20/12/2016 | Autor: Comunidade Johni Raoni

O que você achou? Deixe seu Comentário