Relato dos advogados responsáveis pelas investigações do caso do espancamento sobre a conduta do acusado Johni Raoni F. Galanciak:
“O acusado é uma pessoa tranquila, avesso a qualquer tipo de agressão física, desprovido de preconceito de raça, cor ou gênero, sendo totalmente contra atos intolerância.
No dia dos fatos, encontrava-se o acusado assistindo a um show ocorrido em uma casa de espetáculos nas proximidades da Avenida Tiradentes. Encerrado o show retirou-se do local, e se encaminhou à estação do metrô, seguindo para sua residência.
Naquela ocasião, o público que se encontrava neste mesmo show deixava a casa de espetáculos, seguindo pela rua, em uma verdadeira multidão, grupos separados, turmas de amigos, casais, pessoas desacompanhadas, dentre outros.
Sucede que, quando o acusado transitava pela Avenida Tiradentes, em direção à estação do Metrô Luz, observou na sua frente um tumulto, um corre-corre generalizado e muita gritaria.
Naquele momento, o acusado apertou o passo, quase correndo, e procurou afastar-se do tumulto, desconhecendo o que estava acontecendo, dirigindo-se à outra estação do metrô.
Posteriormente, foi abordado por policiais militares e conduzido a Delegacia de Polícia para averiguação.
Ato contínuo, foi acusado de ter participado de agressões físicas efetuadas contra uma pessoa que transitava pela via pública, negando prontamente e com veemência a acusação.
[…]
Douto Julgador, a testemunha manifestou um depoimento harmônico. Apresentados os réus para reconhecimento, conforme descrito a fls. 1049, afirma com certeza absoluta que não reconhece o réu como um dos agressores da vítima:
“… Johni não foi reconhecido…”
A seguir temos a transcrição da fala de uma das testemunhas, em que notamos a inconsistência das acusações sobre o envolvimento do Johni com a gangue “Vício Punk” :
“Apontou um a um quem eram os membros da gangue “Vício Punk”. Inquirido pelo juízo sobre conhecer o nome de Johni, afirmou desconhecê-lo. Em reconhecimento pessoal constante a fls. 1084/1085, colocado o acusado Johni perfilado com outras pessoas, a testemunha foi convicta em afirmar que não o reconhece como membro da gangue “Vício Punk”, nem como freqüentador do fliperama.
Narra, ainda, que um punk de alcunha Bob, após as agressões sofridas pela vítima nestes autos, retornou ao fliperama no mesmo dia “contando vantagem” (fls. 1087) sobre as agressões que teriam praticado contra a vítima, indicando inclusive quem seriam os outros participantes dos crimes apurados nestes autos.
Em nenhum momento declina ter ouvido falar do nome de Johni, ter visto o acusado frequentando o fliperama ou ser membro da gangue “Vício Punk”, testemunha essa que demonstrou ter bastante conhecimento desse grupo e total credibilidade em suas declarações.”
Outra testemunha depõe negando a ligação do Johni com a Vício Punk:
“DOS INTERROGATÓRIOS QUE COMPROVAM QUE O ACUSADO JOHNI NÃO PERTENCE AO GRUPO “VÍCIO PUNK”
A acusada (nome suprimido) prestou seus esclarecimentos a fls. 1167/1177, confirmando que frequentava o prefalado fliperama da Rua Augusta, onde se reuniam os membros da gangue “Vício Punk”. Disse, ainda, que só andava com essas pessoas e apontou vários de seus integrantes.
Declarou expressamente que não conhece o acusado Johni a fls. 1171, isso após indicar os integrantes do “Vício Punk”, e declinar que alguns outros acusados tinham “uma outra ganguinha chamada Warriors Kids”:
J.: O Johni?
D.: O Johni , eu nem conheço o Johni.”